Aécio Neves e a liberdade de imprensa

é MUITO importante assistir…

divulgue os links:

Resoluções de ano novo e outras menosqüências

Eu era assim: Agora sou assim:Depois

e estou feliz por estar terminando de cumprir integralmente minha primeira e única resolução de ano-novo de todos os tempos. Prometi que ia baixar dos 99kg para os 79kg. Pra quê? Bom, pela saúde e blá, blá, blá. Mas também para provar para mim (e para o resto do mundo he, he, he) que é possível.

na primeira fota: eu no churras de despedida da faculdade! (que, quer saber? não deixou saudades não [a faculdade, não o churras]… mas isso é assunto pra outro post)

quem sabe ano que vem eu não prometo dominar o mundo?

[post-puto] As partes sem todo

counter.jpgHoje eu fiz uma coisa execrável. Não conto o que foi, mas foi motivada por essa mania detestável de nós, seres humanos, considerarmos os outros como meras partes sem todo. Fulano é isso, ou aquilo, mas nunca o conjunto de todas essas coisas.

De todas essas mutilações, a que mais me deixa indignado é a mania que muito evangélicos têm de tratar a nós, ímpios, como meras almas perdidas ambulantes. Para estes (que sei, não são todos, mas representam uma bela parcela do protestantismo brasileiro) simplesmente não importa se você está bem no seu emprego, se está feliz, se está namorando, se vai comprar um carro, se tem projetos para o futuro, se faz alguma coisa pelas camadas mais pobres da população, se vai votar em PT ou PSDB, ou qualquer outra leviandade; eles só querem saber se você é “crente”. Enquanto você não passar para o lado deles, só isso importa. O resto só pode ser resolvido depois.

Enquanto isso, eu e as demais “almas sem corpo” que habitam esse planeta temos que aguentar as pregações e chatices desse povo que diz que jura de pé junto que nos ama como a eles próprios.

Depois dizem que as empresas é que nos tratam como meros números… Tá bom…

caminhos cerebrais…

Esse post nasceu de uma conversa fortuita com a Lili e o Candi. Tentamos, nós três, determinar qual o caminho mental que homens e mulheres usam para escolher os lugares nos ônibus.

O resultado foi mais ou menos esse:

Masculino:
Diagrama de Onibus masculino

Feminino:

Diagrama de Onibus feminino

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Aí hoje, na volta do trabalho eu estou no ônibus, sentado num banco duplo e sem companhia. Passa uma menina na roleta e senta logo do meu lado sendo que haviam diversos outros bancos livres (todos meio-ocupados por homens, claro). Fiquei pensando em que parte da engenharia cerebral feminina eu fui encaixado dessa vez… rs…

Desconfio que os fluxos sejam mais complexos.

Orkuticide is the new black

Pode até ser que o Orkut tenha me enchido o saco, mas eu não vou cometer Orkuticídio

todo mundo faz isso…

Marina Flávia Sanches Ayres

Há mais ou menos 1 ano e meio e vejo todo dia no ônibus uma menina que se parece MUITO com ela… Claro, não era ela, porque além da carinha de novinha, a tal menina andava de uniforme de uma outra escola. Nunca tive coragem de perguntá-la se ela era irmã da Marina. Talvez eu nunca vá saber. Quem mandou ela ter cara de quem não gosta de fazer amigos no ônibus?
Bom… não obstante o bloqueio mental pra falar com a menina, fui procurar sobre a Marina (que foi minha colega na escola durante vários anos e depois simplesmente desapareceu) na internet e depois de horas de buscas extenuantes… NADA.

Cacilda! Como alguém vive hoje em dia sem deixar pelo menos um tracinho no Google? A vida dela deve ser muito boa… :/

às vezes eu sou assim


não me pergunte por quê

O que o brasileiro não é?

Há alguns dias, recebi um email extremamente provocativo. Tenho certeza que já o tinha recebido antes, mas não dei importância. Mas dessa vez não teve jeito. Ele chegou numa hora em que eu precisava responder. E dizia isso aí embaixo:

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NÃO FIQUE CHOCADO É A REALIDADE

1 – “Brasileiro é um povo solidário”- Mentira!

O brasileiro é um povo trouxa. Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola pra pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução pra pobreza; aceitar que ongs de “direitos humanos” fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade; não protestar cada vez que governo compra um colchão pra um presidiário que queimou o dele de propósito não é coisa de gente solidária. É coisa de gente trouxa.

2 – “Brasileiro é um povo alegre”. Mentira!

Brasileiro é bobo alegre. Fazer piadinha com as imundícies que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, em vez eprotestar e tomar providências como cidadão, ele ri como um cavalo.

3 – “Brasileiro é um povo trabalhador”. Mentira!

O brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país surgiram de marte e pousaram lá, quando na verdade eles são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo que fica indignado ao ver um deputado receber20 MIL por mês pra trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da
semana, também sente inveja e sabe – lá no fundo – que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais pra não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do “bolsa família”) não pode ser adjetivado de outra coisa que não vagabundo.

4 – “Brasileiro é um povo honesto”. Mentira!

Já foi, hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer a um policialeuropeu 50 euros para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Nãoporque poderá ser pego, mas porque é errado. Na minha profissão, convivocom pessoas de diversos países da Europa e também com americanos. Tenho que provar sempre que sou diferente do brasileiro porque todos têm uma história de pilantragem de brasileiro cometida lá fora. O brasileiro, ao mesmo tempo emque fica indignado com o mensalão, pensa intimamente, o que faria searrumasse uma “boquinha”
dessas, quando na realidade isso não deveriasequer passar por sua cabeça.

5 – “90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora”. Mentira!

Já foi. Pra começar, quem acoberta e não denuncia um criminoso é coniventeou cúmplice, historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocasquando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali seinstalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinhaoutra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade édiferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceitocomo”aviãozinho” do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidosde lá pra fora porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos de forma queeles não sentissem segurança de montar suas bases de operação nas favelas.

6 – “O Brasil é um pais democrático”. Mentira!

Num país democrático a vontade da maioria é lei. A maioria do povo acha quebandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que seapressa pra dizer que um bandido que foi morto em uma troca de tiros foi”executado friamente”. Em um país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações não existe democracia e sim anarquia. Em um país em que a maioria sucumbe bovinamenteuma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.Se tirarmos o pano do “politicamente correto”, veremos que vivemos em umasociedade feudal. Um rei que detém o poder central, seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, deputados, senadores,prefeitos, vereadores, etc.)… todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim o pagamento de seus privilégios. E ainda somos obrigados a votar…
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Infelizmente, não deu pra me segurar. Descobri que pensar sobre esses assuntos é um exercício que faz de nós pessoas mais conscientes – primeiro passo para nos tornarmos cidadãos úteis para o desenvolvimento do país. Aí, como um exercício de saber o que eu pensava sobre essas acusações, fui escrevendo ponto a ponto o texto abaixo:

Olá XXXXXX…

infelizmente não posso concordar totalmente com tudo que está aqui em baixo… afinal de contas, tudo o que se faz é usar uma generalização para desacreditar outra… ora.. generalizar para um lado é tão perigoso quanto para o outros, veja bem:

> 1 – “Brasileiro é um povo solidário”- Mentira!

Bom… vejamos… à primeira vista, até podemos concordar no ponto dos impostos e da falta de cobrança… mas é preciso lembrar que a própria estrutura do Estado é montada de forma a dificultar o acesso do povo à informação… apesar de não justificar, este fato explica a dificuldade e a decorrente falta de interesse de uma população de 80% de pessoas que mal compreendem leituras simples em fiscalizar seus governantes em seus processos… É preciso lembrar que a democracia brasileira ainda está engatinhando (e isso é normal, apenas 20 anos após a redemocratização) e que iniciativas públicas e privadas já estão trabalhando em soluções para esse problema…

Agora… sobre as ONGs de direitos humanos, o argumento já começa a dar sinais do seu extremismo… Isso porque todos sabemos que nem todo mundo que está na cadeia é bandido, culpa de um estado ineficiente… e também porque sabemos que a crueldade e a vingança não é uma resposta viável à criminalidade. De tempos imemoriais é que vemos que a política do olho por olho, dente por dente não é das mais eficazes… Olha Israel e o Líbano fazendo a história aí de novo… novamente, bola de neve… Criminalizar as ONGs de direitos humanos equivale a apoiar sistemas de governo que cortam as mãos dos ladrões, independentemente do motivo do furto…

Sobre os colchões, eu até poderia concordar… SE eu não soubesse que muitas vezes (claro, não todas) essa é a forma que eles tem de protestar contra o fato de estarem espremidas 1000 pessoas onde deveriam estar apenas 100… Deve haver punição sim, mas criticar a queima do colchão como um fato isolado – como se estivessemos falando de crianças mimadas – seria basicamente a mesma coisa de criticar trabalhadores que fazem greve porque não recebem salário há 1 ano… A pena do presidiário é (deveria ser) o isolamento da sociedade e a perda de direitos básicos do cidadão, e não ser jogado na masmorra para ser tratado como um ser não-humano – mais uma vez, a natureza do crime é que deve definir o tipo de pena do criminoso…

> 2 – “Brasileiro é um povo alegre”. Mentira!

Minha sábia mãe – que odeia qualquer tipo de discussão sobre política – tem a seguinte frase: “Se você já perdeu (qualquer coisa), isso é uma pena… mas se vc perder (a coisa) e ainda por cima perder a alegria, você perdeu 2 coisas”… Coisa de bobo alegre? Talvez… mas será que não é melhor (e mais produtivo) ser assim do que simplesmente ficar por aí reclamando das coisas? Ficamos tristes, deprimidos e não trabalhamos, não nos divertimos e além de perder os confortos que uma sociedade igualitária e justa nos daria, perdemos também a alegria de viver… Pra mim, a segunda perda é muito maior do que a primeira. E o mais importante, manter sua alegria não implica, de forma alguma, na não-cobrança dos deveres do estado. Uma coisa não elimina a outra, de jeito nenhum. Pode ser que o Simão não tenha sido muito oportuno (não li, mas conheço o estilo dele)… A diferença do (bom) brasileiro para o europeu ou americano é que além de tomar suas providências como cidadão, ele ri da situação e mantém-se com uma perda só… Sobre os que não tomam providências, temos aí aquele mesmo problema que eu expliquei, da burocracia e dificuldade e da falta de interesse que é gerada…

> 3 – “Brasileiro é um povo trabalhador”. Mentira!

Olha que afirmação perigosa! Se o brasileiro fosse um vagabundo por excelência, acho que não teríamos aqui no país grandes pólos produtores e desenvolvedores de todo tipo de produtos e serviços, não? Se vagabundos por excelência somos capazes de criar e de operar um sistema industrial, comercial e de serviços que faz inveja a continentes inteiros, imagina o que faríamos se fossemos um povo esforçado??

Mas veja bem… O deputado não é pago para trabalhar 3 dias por semana. Na verdade as funções legislativas deveriam durar (e sim, muitas vezes duram) muito mais do que as 44 horas semanais da CLT… Voltamos ao problema do acompanhamento dos trabalhos públicos… Infelizmente, já dá pra perceber aqui que o próprio autor desse texto não é um cara que acompanha a política de perto. Ele saberia que muitos políticos trabalham sim, e muito… e saberia que uma generalização assim, ao invés de ajudar, só atrapalha e confunde mais ainda as pessoas… Não seria melhor e mais produtivo pesquisar exatamente o que cada um desses deputados anda fazendo e aí colocar pra todo mundo ver: “Fulano de tal não faz nada”?? Ah, esqueci… é que os meios são difíceis e o povo é preguiçoso…

Bom… agora passamos a outro problema: bolsa-família… Na teoria, o bolsa-família não é esmola. É um programa que tem o objetivo básico de ajudar emergencialmente famílias que não tem estrutura para se sustentar de forma digna (olha os direitos humanos aqui de novo). Mas o objetivo não é o de sustentar as famílias, porque 90 reais não dá pra isso. Acreditar que as pessoas (aqueles brasileiros vagabundos por excelência) recebam os 90 reais e, sentindo-se deputados, usem o dinheiro para sustentar a família e cocem o saco 30 dias por mês é no mínimo ingenuidade, não? Equivale a dizer que a pessoa não trabalha porque não quer, quando na verdade ela não tem qualificação, não tem saúde, não tem cultura formal e não tem oportunidade. Passe em frente às construções de prédios e leia as placas: “Não há vagas.” Há desvios no bolsa-família? Sim. Mas daí a qualificar todos os beneficiários de vagabundos é uma generalização e tanto, não?

> 4 – “Brasileiro é um povo honesto”. Mentira!

Mais uma generalização perigosa… não existem salafrários no exterior? Não existe trabalho escravo no resto do mundo? Não existem ditaduras no resto do mundo? Não existem policiais honestos no Brasil? E as pilantragens dos estrangeiros no Brasil? (tráfico de mulheres e turismo sexual com crianças, pra citar só algumas)…

A bem da verdade é que a corrupção está no homem, independente do seu país natal. É claro que a cultura da impunidade brasileira ajuda em muito para que aqui essa prática aconteça mais ao ar livre e à vista de todos, mas não se engane meu amigo, a coisa é assim em todos os lugares. Só depende do espaço que se permite para que ela aconteça.

Dizer que isso não devia passar pela cabeça de ninguém é uma falácia que só não é maior do que dizer que gente casada não tem desejo por outras pessoas…. outro ditado muito verdadeiro, em qualquer lugar do mundo: “a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa…” O que se faz com esse desejo e as formas de coibir a prática desses crimes é que tem que ser trabalhada…

> 5 – “90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora”.

Pois bem… que tal essa situação? Você mora na favela. O traficante vira pra você e fala: “ou você me protege ou eu te mato…”. Você, “cidadão de bem” e trabalhador, faxineiro de uma pequena empresa, foge daquela favela e vai morar onde pode… onde? Outra favela, claro. Aí na outra favela, o outro traficante faz “aquela” proposta: “eu te pago 1500 reais por mês pra vc ficar aqui enrolando pacotinhos de crack”. Você pensa: “1500 reais sendo protegido pelo traficante ou 350 reais sendo ignorado pelas pessoas?”

A maiora da favela é gente honesta? Não sei… mas acho muito provável que a proporção seja a mesma de um prédio de classe alta cheio de macs, bluetooths, redes wireless e carros importados. A diferença está no tipo de contravenção. Mas pense bem: quem está mais errado?

É bom lembrar que o autor da crítica não fez nenhuma menção de onde encontrou esses dados “tão estarrecedores” que ele defende com tanta firmeza. Será que dá pra confiar nessa estatística que diz “muito pai de família isso”, e “a maioria é aquilo”?

Pode ser sim que os bandidos não possam matar milhares. Mas muitos eles podem e o poder deles não está na quantidade de vítimas que fazem, mas no tamanho do medo que instalam no seu local de atuação. Afinal de contas, pouco importa se eles matam 2 ou 2000, importa se matarem alguém que vc ama. Vai dizer que vc não fecha o vidro do carro quando vê uma pessoa “suspeita”?

> 6 – “O Brasil é um pais democrático”. Mentira!
> Num país democrático a vontade da maioria é lei.

O Brasil tem dispositivos para isso… a questão é: o povo SABE utilizá-los? Muitas vezes não. E você pode culpar alguém por não saber fazer bem a si mesmo? Sinto muito, não pode… voltamos lá no meu primeiro parágrafo…


> A maioria do povo
> acha quebandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria
> barulhenta que seapressa pra dizer que um bandido que foi morto em uma
> troca de tiros foi”executado friamente”.

Olha a estatística de buteco aí de novo…


> Em um país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações não
> existe democracia e sim anarquia.

As obrigações estão aí… resta a todos fazer com que sejam cumpridas…


> Em um país em que a maioria sucumbe
> bovinamenteuma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um
> simulacro hipócrita.Se tirarmos o pano do “politicamente correto”,
> veremos que vivemos em umasociedade feudal. Um rei que detém o poder
> central, seguido de duques,
> condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, deputados,
> senadores,prefeitos, vereadores, etc.)… todos sustentados pelo povo
> que paga tributos que tem como único fim o pagamento de seus
> privilégios. E ainda somos obrigados a votar…

Talvez nesse ponto você até tivesse razão. O problema é que não tem ninguém obrigando ninguém a sustentar esse regime… O problema da sustentação dele está no despreparo da educação e na desconscientização da população, que é muito mais complexo do que simplesmente implantar a pena de morte e achar que isso vai resolver nossos problemas. Mais uma vez, voltamos ao fato de que a nossa democracia ainda é muito recente. Os aparatos de ação da população ainda estão muito incipientes e a própria população ainda não sabe lidar com eles.

Que tal pegar o tempo que se usa para escrever mensagens virulentas desclassificando toda uma nação com argumentos frágeis e tentar investir isso na educação das pessoas para que elas, conscientes e donas dos próprios narizes, descubram qual o melhor caminho a tomar para acabarmos com essa situação?

um abraço!

—-

Escrever sobre essas coisas cansa a cabeça da gente. Talvez porque esteja mexendo com um monte dos nossos pré-conceitos. Gostei do exercício e estou praticando esse tipo de crítica com todas as mensagens que eu recebo e que se achem donas da verdade.

Proponho que todos tentemos isso ao menos uma vez. Quem me acompanha?

viva os pré-conceitos

Situação:
Você conhece a pessoa numa boate. No meio daquela conversa mole você percebe que o resumo da apresentação do(a) fulano(a) é:


“Eu tenho uma banda de rock”
“Eu sou mecânico”
“Eu assisto a filmes pornôs”
“Eu sou de direita”

ou:


“Eu gosto de jazz”
“Eu estudo odontologia”
“Eu gosto de filmes estrangeiros”
“Eu vou votar na Heloisa Helena”

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Acho o máximo como é possível associar qualquer pequena parte do comportamento de uma pessoa a todo um estilo de vida imaginado por seus interlocutores. De fato, os pré-conceitos movem o mundo.

Geramos pré-conceitos a cada experiência vivida. É a forma que nosso cérebro tem de assimilar as coisas que vemos todos os dias e, montando uma por cima da outra, tirar as conclusões sobre todos os assuntos. Ou seja, pré-conceitos nada mais são do que as conclusões pós-experiências.

O perigo todo está na transformação do pré-conceito em preconceito. Isso acontece quando achamos que já temos informações suficientes pra formular opiniões sobre algum assunto específico. Desligamos o gerador de pré-conceitos e começamos a disparar nosso preconceito formado por aí.

Não sei porque eu escrevi isso aqui. Mas acho que é uma reflexão que vale a pena ser feita. Além do mais, o blog é meu, e como (quase) ninguém me visita, eu escrevo o que eu quiser!

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