do trabalho e do aprendizado

existem diversos ditos interessantes que podem ser relacionados ao mundo do trabalho. Hoje, por exemplo, eu gostaria de citar algo saudoso do tipo: “O trabalho não é ruim, ruim é ter que trabalhar”, do célebre Seu Madruga. Contudo, acredito que não existe nenhum que seja tão patente (ou pelo menos tão atual) para mim do que o anônimo, lacônico e radioativo: “Quem tem cú, tem medo”.

Até aí, tudo bem… toda empresa deve usar de todos os meios legais para se resguardar e tomar conta da sua imagem. Mas é impressionante o que esse medo causa de reações internas e o tanto que essas reações terminam por atrapalhar o trabalho, ao invés de impulsioná-lo.

Caramba. Tudo bem que se tenha medo. O que não está bem é jogar contra o próprio time!! Infelizmente, como eu tb tenho o meu, isso é tudo que eu posso falar sobre o assunto. :/

Sobre o aprendizado, o interessante dessa história toda é o amadurecimento. Tive uma reunião hoje pela manhã que há 2 anos teria me trucidado psicologicamente. Hoje não; discordei, argumentei e, ao ver que não havia saída, aceitei. Saí de lá com a consciência de ter tentado da melhor forma possível imprimir o meu ponto-de-vista sobre a importância daquele assunto.

E saí com o sentimento de ter aprendido que não se pode ganhar todas e me lembrando do meu mais nobre incentivador, que incansavelmente me dizia:

Mirar no 10 pra acertar no 8, Ricardo!! Se vc acertar no 8, o que vier é lucro!!

Salve salve, JJ. Os melhores ventos pra você na nova caminhada!

do trabalho e da embriaguez

Há alguns dias eu venho adiando postar aqui essa minha crítica ao mundo “corporativo”, mas depois de alguns acontecimentos nas últimas 2 semanas, ficou inevitável falar sobre isso. Na verdade nem sei se é sobre o trabalho ou sobre as reações que temos e a forma como nos envolvemos com ele.

Acho que nem todo mundo é assim, mas eu tenho uma relação muito passional com o meu trabalho. É como se fosse um filho (ou 800?) que estou criando, e à medida em que o tempo passa, vai ficando mais inteligente, mais esperto, caminhando com as próprias pernas até o dia em que eu não vou ser mais necessário ali e vou partir pra outro lugar onde eu seja útil. Esse processo hoje está contando 2 anos, 7 meses e 10 dias.

Enquanto esse dia não chega, eu sofro. Sofro mesmo. Como sofri hoje, antes, durante e depois daquela reunião de 2h30 de duração que parecia ameaçar jogar por terra um trabalho de 6 meses – simplesmente porque “algo” deu errado. E nem foi culpa minha, mas o temperamento impulsivo me faz querer assumi-la e corrigi-la – e isso faz com que eu sofra ainda mais. Sofro vendo quem deveria sofrer simplesmente “deixando passar” e vou eu lá, defensor das menores causas, recuperar o tempo perdido.

Mas o pior mesmo é que eu sofro também com as coisas que dão certo. É que sempre que chega alguma coisa nova pra desenvolver, eu já a vejo no estrelato: “esse quadro de avisos vai ganhar o prêmio de revelação mundial da comunicação empresarial moderna”. Quando isso não acontece, eu sofro, alheio ao fato de ter recebido média de 98% na auditoria geral.

Deveria? Talvez não. Mas é assim né? Meio masoquista. Cada um com a cachaça que escolhe…

[post-inveja] lugar errado na hora certa

Acabei de ficar sabendo de um evento em Paris no dia do meu aniversário que vai ter 2 dessas bandas do post aqui abaixo e ainda por cima vai falar de eleições com certo toque de do design da revolução socialista de 1917, sabe? Muito charme pra uma cidade só… e eu aqui em belzonte.

se alguém quiser me levar… clica na figura pra saber mais…

que inveja do Joka que simplesmente vai estar lá… aí ele pode escolher se vai ou não… humpf!

para ouvir e balançar feliz no meio da rua como se vc tivesse um iPod:

ipod-party.pngse você é como eu, sempre procurando alguma coisa “diferente” (leia-se fora do cotidiano) para ouvir, se liga nessas dicas totalmente não-mainstream:

Aldebert (www.aldebert.com)
Amélie-les-crayons (www.amelielescrayons.com)
Les Hurlements d’léo (www.hurlements.com)
Les Ogres de Barback (www.lesogres.com)
Pauline Croze (www.paulinecroze.com)

todos são franceses e são muito bons, para os ouvidos certos. :)

ali na coluna da direita tb tem uma listinha do que eu ando ouvindo. A lista mais completa e atualizada está em http://www.last.fm/user/moraleida. Modéstia totalmente à parte, eu sou uma pessoa com ótimos gostos musicais… :) vale conferir…

voto nulo, voto estratégico e voto-contra.

excelente post de ontem no [cc] do caiocesar na [www] sobre como, a cada eleição, acabamos votando sempre nos candidatos menos piores. O caio pondera sobre a validade do voto nulo e inclusive indica como fazer:

lembre-se: o voto nulo é um voto que expressa sua insatisfação com as opções. representa a vontade por mudança do atual cenário político nacional. reforço: não seja tolo votando no ‘menos pior’. pense um pouco antes de manifestar-se na próxima semana.

Concordo em gênero, número e grau. Só não posso deixar de dizer que o voto também pode (e deve) ser usado como um instrumento estratégico. Em certas disputas, eu considero mais importante que um perca do que o outro ganhe:

Neste ano, na verdade, não me importa quem será eleito Presidente, desde que não seja o Alckmin;
Não me importa quem será eleito Governador, desde que não seja o Aécio;
E não me importa quem ser eleito Senador, desde que não seja o Newton Cardoso.

Portanto, se eu achar que não há chance de eles perderem, voto nulo por definição e por protesto. Mas se caso um outro candidato tenha a chance de tirar a vaga de um deles, votarei neste outro não por ser “menos pior”, mas para provocar a queda do outro.

ps.: estou pensando seriamente em comparecer às urnas usando um nariz de palhaço. Veja aqui: www.narizdepalhaco.com.br e www.rirparanaochorar.com.br – vamos?

ps2.: esses dias, recebi essas mensagens no [radinho]:

on 9/22/06 10:19 AM, Jess Aline wrote:

eu voto nulo porque fazerm a eleição errado aqui no brasil. eu
não quero votar no lula, nem no alckimin nem na dona luiza. mas se eu pudesse
usar meu voto ‘contra’ um deles eu usava. votaria ‘menos um’.”

On 9/22/06, MaGioZal wrote:

Na Rússia até recentemente havia nas cédulas eleitorais a opção válida de de
se votar “contra todos os candidatos”. Só que o presidente Putin mandou
tirar…

Anyway, acho que seria interessante essa opção do voto “negativo”. O cara
poderia escolher quem ele quer e quem ele não quer para determinado cargo.
Aí na contagem final os votos negativos subtrairiam os votos votos
positivos, que seriam usados na contagem final.

seria legal se isso realmente acontecesse. Que tal começarmos um movimento pró voto-contra??

Assuntos sobre os quais eu quero escrever:

Sobre o artigo da Veja sobre os eleitores silenciosos do Lula;
Sobre escrever músicas e a dificuldade da poesia;
Sobre a intimidade e a queda das máscaras;
Sobre os pequenos erros com grandes consequências;
Sobre os grandes erros com pequenas consequências;
Sobre iPods e o consumismo;
Sobre sentimentos esquisitos que a gente não entende, não controla e, de certa forma até curte, mas não admite;
Sobre perguntas difíceis e constrangedoras de fazer, por mais bobas que sejam;
Sobre aparências, e como elas enganam;
Sobre ouvir música no ônibus;
Sobre como é engraçado sair da faculdade;
Sobre como é chato (e caro) não ter carteira de estudante;
Sobre como é possível passar 15h por dia no computador;
Sobre o vídeo da Cicarelli e as reações geradas;

Sobre a desorganização mental e a improdutividade que ela gera.

Alguém tem solução??

Uma idéia na mão e um botão na cabeça…

imagem2.pngesqueça… tudo o que você vai fazer pelos próximos 10 minutos é apertar um botão vermelho. E acredite, vai valer a pena…

pérolas da comunicação empresarial

bom ou ruim? não sei…

eu com certeza faria diferente… mas… funciona.

viva o amadorismo eficiente! :)

eu quero!

1 Twix Gigante
5 quilos a menos

meu aniversário é dia 16/10, ok?

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