1569 dias

12 de outubro, 21h de segunda-feira, feriado. O ano é 2002.

O rapaz no cinema vê o telefone que toca. Ao sair da sessão, já por volta das 23h, retorna a ligação:

- Alô, quem fala?
- Oi Ricardo, é a Ana, da PUC, tudo bom?
- Oi Ana, tudo bom, e você? Não atendi quando você ligou porque eu tava no cinema.
- Ah, tudo bem. Sabe o que é? Lembra daquele trabalho da FIAT, do concurso de roteiros?
- Lembro.
- Pois é, a data de entrega é amanhã, você ainda anima de fazer?
- Nossa, hehe, tinha esquecido. Ué, animo.
- Legal, vem aqui pra casa e a gente faz.
- Tá bom, vou passar em casa pra pegar umas coisas e vou.

e eles viveram felizes para sempre…

mil perdões… :)

acreditam que só hoje, quase 2 meses depois de migrar meu blog do wordpress.com para o novo endereço é que descobri que eu esqueci de colocar a caixinha com os links pros amigos?? q horror! devo estar ficando velho mesmo… désolé, sorry e entschuldigung a todos… vcs já estão re-alocados numa caixinha aqui do lado… :)

ah… e aproveitei pra mudar a página inicial do site também, que tava muito tosca… quem sabe não adquiro um pouco mais de classe virtual agora… =) já estou planejando as novas intervenções pra esse espaço ficar legalzão…

uau! a genialidade me surpreende mais uma vez…

semana passada postei aqui aquele vídeo bacana sobre web 2.0

hoje, acabo de ler no caiocesar.cc/blog sobre o mojiti, uma ferramentinha muito legal pra colocar comentários dos próprios usuários nos vídeos postados no youtube… legal né?

veja como ficou (ou como está até agora) o vídeo comentado:

http://mojiti.com/kan/2024/3313

Triste fim para uma figura insólita

Com o lançamento do Microsoft Office XP a gigante dos softwares resolveu de vez acabar com a figura mais chata já colocada numa tela de computador. Não, ainda não é a tela azul da morte, só o nosso companheiro inseparável das horas de trabalho, o “Clippy”. Já vai tarde, bicho chato. Quem foi o mané que inventou que eu gosto de conversar com meus objetos de escritório?

A figura controversa tem até verberte na Wikipedia e centenas de zoações google afora. É clicar e se divertir… :)

Um cadáver ouve rádio? (2)

na mesma jornada explicada no post abaixo, ouvi na rádio uma entrevista do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral em que ele fez amplo alarde para a necessidade de pensarmos em mudar o sistema político brasileiro para contemplar legislações estaduais independentes, assim como acontece nos EUA e Alemanha. Além disso o governador defendeu a revisão da maioridade penal e da pena máxima de 30 anos e seus mecanismos de abrandamento.

Muito bom…

Atenção cadáveres, Cabral já convocou a todos para o debate em questões fundamentais… dessa vez vocês estão ouvindo?

Um cadáver ouve rádio?

Na última sexta-feira, após uma semana quente falando sobre aquele crime bárbaro ocorrido no Rio de Janeiro, a rádio Band News FM se saiu com uma sacada genial para uma participação maciça e simples dos ouvintes: No começo da manhã, mandou suas redações em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador fazerem uma ronda de carro pelas cidades percorrendo trechos entre 13 e 20km e contando com quantas viaturas da polícia cruzavam no caminho. Enquanto isso, convidava os ouvintes a fazerem a mesma contagem em seus trajetos durante o dia.

O resultado foi no mínimo assustador. Em 74km percorridos pelas redações em 6 das maiores cidades do país foram encontradas nada mais do que 3 viaturas de polícia, uma delas em Belo Horizonte, na região de Venda Nova. Todas as rondas foram feitas pela manhã, entre 7h e 8h e a rádio afirmava que estava recebendo centenas de e-mails e telefonemas de ouvintes, todos relatando a mesma condição de abandono da população pela polícia.

Pois bem. Eu só fiquei sabendo disso quando saí do escritório, às 17h e ouvi no rádio do carro a notícia e todo o tom desolador do jornalista Luiz Megale, sem música de fundo. Gostei da idéia e, já que ia ter um incomum e longo caminho pela frente, resolvi fazer a minha contagem também.

Resultado: durante cerca de 3h e através de 33km percorridos entre as regionais Barreiro, Centro-sul, Nordeste e Pampulha (veja mapa) eu cruzei com nada menos do que:

4 viaturas da Polícia Civil;
6 viaturas da Polícia Militar;
2 viaturas da Guarda Civil Metropolitana; e
2 viaturas da Polícia Rodoviária Federal, totalizando 14 viaturas de polícia, sem contar mais umas 7 ou 8 que estavam estacionadas em frente à delegacia do Terminal JK.

Só me pergunto quais as razões da diferença de contagem entre 8h e 17h…

ps.: o título do post é uma homenagem a um dos primeiros livros que li na vida e do qual provavelmente nunca me esquecerei. Um Cadáver Ouve Rádio, do escritor Marcos Rey, publicado pela Editora Ática na sua imortal “Coleção Vagalume”. Além de Um Cadáver Ouve Rádio, li também outros 10 livros dele na minha adolescência…

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