Tweets da semana

  • great expectations. engraçado como que de repente a gente faz montes de planos que de repente podem nao dar em nada. planejar já é realizar? #
  • minha mãe me mandou uma sacola cheia de frutas, sucos, chocolate e lasanha… será q ela acha q eu to passando fome? #adoromorarsozinho #
  • RT @lubom: http://www.elliottburford.com/index.php?/illustration/spam-new/ ilustrações com os assuntos de spams #cool #

então é isso?

via CHMKT (clique pra ver o post completo):

O John Drake, do Campaign Planning, escreveu, recentemente, um texto bem interessante com 9 coisas que todo profissional de atendimento deveria fazer. É uma visão bem interessante. Indispensável para quem atua ou deseja atuar na área. Tomei, portanto, a liberdade de traduzir esses pontos, que você pode ler abaixo:

1. Seja obcecado por coisas novas;

3. Movimente-se com rapidez. Seja específico;

4. Abrace a mudança e a incerteza;

5. Seja sempre alcançável e não seja tão sério;

 

então é isso… enquanto aguardo a palestra do Vint Cerf no Minascentro dia 1º, vou ali passar meu final de semana aprendendo a ser um profissional de atendimento.

100% offline.

 

sete coisas

in no particular order… era pra ser sete, mas teve que mudar

1. Coisas que faço bem: falar em público, reclamar da vida, escrever, planilhas excel, viajar na maionese, cozinhar pratos simples, fotografar

2. Coisas que não faço e não sei fazer: comprar barato, lista de compras, sair pra pegar, acordar antes das 7h30, dormir antes de 0h, andar de chinelo

3. Coisas que me atraem no sexo oposto: Roupas e acessórios bem escolhidos (óculos e vestidos em especial), Cabelos curtos e/ou vermelhos, Aversão aos clichês homem faz isso / mulher faz aquilo, Cultura geral (inclusive inútil!), Objetivos de vida e planos de curto prazo

4. Coisas que não suporto de jeito nenhum: Dirigir na cidade, passear no shopping, estatísticas de boteco, extremistas de qualquer tipo, ironias e sarcasmos no trabalho, gente que não muda de opinião, e-mails não-lidos na caixa,

5. Coisas que digo com freqüência: Volta pro mar, oferenda!, O exótico não tem limites, E aí, normal?, Se fosse fácil não chamava trabalho, moclacla (movimento clássico da clavícula) seguido da frase: “ce mora aqui, ó”, vamos beber?, ce veio? quem te trouxe?,

6. Coisas que me fazem rir: Tirinhas de humor inteligente, Trocadalhos do carilho, Duplos sentidos em geral, pequenas coincidências, 

7. Constatações (in)úteis: o homem tende à mediocridade, minha vizinha do lado não é surda, não vai dar pra ler tudo que eu quero nessa vida, generalizar é sempre um erro, o problema de viajar é que a gente nunca volta

8. Fast facts: tento tomar muita água e pouco café, sofro por causa de trabalho, não sou ninguém sem uma to-do-list, tenho muito pouca paciência com gente preguiçosa, adoro supermercado, compro livros por compulsão, não assisto TV, passo em média 12h por dia na internet, exijo que meus convidados tirem os sapatos pra entrar na minha casa e tenho um pinguim de geladeira chamado Nicanor. 

a pedido da tess

 

Tweets da semana

  • acabei de ver “Us Now: A film project about the power of mass collaboration, government and the internet”. http://is.gd/k5Um #recomendo #
  • já fez um timeline dos eventos importantes da sua vida?? É ótimo pra quando você acha que nada que vc fez valeu a pena. um dia publico. #
  • é oficial… 2010 vai ser o “arroz de sempre” com salada de redes sociais… quando é que eles vão aprender? http://is.gd/AHid #

[e-mail] novidade :)

e-mail enviado aos meus professores mais queridos da graduação, em um momento de êxtase profissional. era muito importante falar isso pra eles.

Oi gentes… :)

quis só passar e contar uma novidade e deixar um recado pra vcs… Hoje fui oficialmente convidado a estampar um primeiro selinho no meu passaporte pra academia – e nem é pra de ginástica! Lá eles já desistiram de mim..

Me chamaram para assumir a disciplina de Comunicação Corporativa e Mídias Digitais na pós-graduação em Comunicação Corporativa da Newton Paiva no 2o semestre. Só um módulo de 24h, muito menos trabalho do que o que vocês tiveram pra deixar essa impressão toda em mim, mas já me deixou muito feliz – aí eu vim aqui agradecer por vocês terem me mostrado que ser professor pode ser muito mais do que ficar lá na frente assim, tipo, “ensinando” coisas…

Enfim, não vim fazer discursos, só queria dizer isso e que espero muito um dia chegar a ser pelo menos um pouquinho assim, tipo vcs – importantes pros meus futuros alunos – só pra ter o gostinho mesmo…

A disciplina é só em outubro/novembro e a coordenação foi muito prestativa pra me passar algumas coisas de metodologia e etceteras pra eu não tremer nas bases na frente dos alunos, mas se preparem que até lá vcs vão ter mais trabalho pra me ensinar comofas, ta?

beijos muito agradecidos pra vcs!

ps.: todos os outros tb foram importantes… mas tem os importantes e depois tem vcs, assim, numa categoria à parte… ;)

Us Now: A film project about the power of mass collaboration, government and the internet

Estamos vivendo um momento de divisão. Não nos impressionamos por qualquer coisa e já vai longe o tempo em que só as coisas grandes e imponentes nos impressionavam.

Se usarmos da mesma metáfora da web, acho que estamos deixando pra trás a era do “Uau! 1.0″, marcada pelas grandes demonstrações de poder, quando os desfiles de exércitos soviéticos e alemães, os discursos inflamados de políticos influentes, os mega-shows com milhares de espectadores e tudo o mais nos impressionava por suas dimensões no tempo e espaço definidos. Estamos abandonando o mote que abriu a idéia dos jogos olímpicos, na grécia antiga: Citius, Altius, Fortius - ”Mais rápido, mais alto, mais forte”.

Tentei encontrar outro mote, mas os meus parcos conhecimentos de latim e wikipédia não foram suficientes. Não há, ainda, nada que explique a era do “Uau! 2.0″, exceto as impressões causadas não pelo mais rápido, pelo mais alto, ou pelo mais forte, mas sim pelo menos provável, pelo comum, pelo ordinário.

A ciberdemocracia nasceu na era do Uau! 2.0. E Uau! foi justamente a impressão que eu tive durante cada um dos 58min do recém-lançado filme Us Now: A film project about the power of mass collaboration, government and the internet. Lançado gratuitamente via Internet (claro), o questionamento filosófico dos autores é simples: 

In a world in which information is like air, what happens to power?

Mas o questionamento real é outro, expresso em uma linha de texto dentro do filme, que coloca todo o poder atribuído à colaboração em massa em cheque:

So if you can create an encyclopedia with a million people who’ve never met but the quality is just as good as Britannica, what else could you create? (…) we can work togheter in ways that ask a deeper question about the role of government:

can we all govern?

Do orçamento participativo inglês a um time de futebol completamente gerenciado por seus 30.000 torcedores via internet, o filme traz alguns insights pra termos uma noção de como será a nossa vida compartilhada dentro de pouco tempo – e um final que justifica o primeiro parágrafo desse texto. Ao contrário da idéia de carros voadores e naves espaciais de altíssima complexidade, nosso futuro colaborativo será simples. Extremamente simples – e é isso que vai nos deixar impressionados.*

Recomendo muito assistirem: http://watch.usnowfilm.com/subtitled (legendas em inglês disponíveis. Não dou 1 semana pra ter em português tb!)

 

* link muito interessante com uma frase que recolhi nas minhas pesquisas pro artigo que vai ser publicado em breve. adorei poder usá-la aqui, já que lá ela não coube:

“A afirmação pode provocar risos, mas as relações públicas e a comunicação organizacional [e nesse caso também a política governamental] estão cada vez mais próximas do eletrodoméstico, que, felizmente, é a forma mais agradável de tecnologia. O seu design é bonito, sedutor, eficiente, descomplicado; as suas inúmeras funções são acionadas de forma simples e rápida; os manuais tem linguagem acessível, direcionada para o leigo. Tudo nele é concebido para o uso fácil, instantâneo e massivo. Assim são as famílias de liquidificadores, fogões, geladeiras, batedeiras de bolos, televisores, transmissores de imagem e som, entre outras.”  (Paulo Nassar. O uso das novas tecnologias de acesso ao virtual)

Tweets da semana

  • alguém me dá uma receita de como não adoecer por causa do trabalho? #stressnotalo #
  • corrigindo: alguém me dá uma receita de como não adoecer “mais” nem “de novo” por causa de trabalho? #stressnotalo #
  • um emprego 24/7, uma escola acabando, um tcc começando, um freela de madrugada e uma consultoria em gestação = modo vida social [off] #

O Brasil é meio gay

Pesquisa publicada no National Center for Biotechnology Information, 1996: Is homophobia associated with homosexual arousal?

 

The authors investigated the role of homosexual arousal in exclusively heterosexual men who admitted negative affect toward homosexual individuals. (…) Only the homophobic men showed an increase in penile erection to male homosexual stimuli. The groups did not differ in aggression. Homophobia is apparently associated with homosexual arousal that the homophobic individual is either unaware of or denies.

 

 

Notícia nos Diários Associados, 2009: Quase metade dos brasileiros assume ter preconceito contra homossexuais, mostra estudo

Quase metade dos brasileiros (45%) assume que tem preconceito médio ou alto contra gays, lésbicas, travestis ou transexuais. É o que mostra pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo e divulgada nesta quinta-feira, dia 14, durante o 6º Seminário Nacional pela Cidadania LGBT , na Câmara dos Deputados.

Os dados também indicam que 25% das pessoas se classificam como homofóbicos, aqueles que têm ódio ou não toleram homossexuais. Desses, 19% admitem uma homofobia média e 6% assumem uma homofobia forte.

 

Rigor científico às favas, bora fazer uma matemática básica e dizer que fora a porcentagem de gays assumidos, gays que sabem que são gays mas estão no armário e de héteros abertamente não-preconceituosos, o resto dos brasileiros machos bagarai que sobraram teriam “aumento na ereção peniana” face a estímulos homossexuais masculinos?

Não vai estar longe da verdade e vai ser bem divertido ver o povo se explicando… E se duvidar a gente monta uns laboratórios nas praças das capitais e manda ver na ciência!

[comentário] do meu otimismo sem limites

em resposta ao texto eles falam, nós falamos em uma das minhas melhores descobertas na internet nos últimos tempos… tema: censura

lu,

seu texto é denso… como o assunto. tive inclusive que reler umas partes, mas ele tá muito bem encadeado. esse é um assunto que sempre me assaltou, sabe? e não me lembro de ter nunca discutido isso on, nem offline.

fato é que sempre me pareceram muito estranhas as tentativas de censura oficiais, inclusive as legitimadas ainda hoje por estados democráticos, como a proibição de formação de partidos nazistas na áustria e alemanhã ou mesmo a proibição de uso de “linguagem ofensiva” aqui ou em qquer país. Não porque eu ache que é deveria ser legal (ou ilegal) ser nazista, homofóbico, racista ou anti-qualquer-coisa, mas sim porque em geral, fico com a impressão de que a legislação é feita para colocar limites na expansão do pensamento – claro, como forma de coibir a ação: mas ela tenta justamente na esfera onde ela nunca vai conseguir agir.

de certa forma, ligo isso com a idéia do post da marjorie sobre bater para educar. Não podemos deixar de lado o fato de que os nossos legisladores são os mesmos que cresceram com essa idéia da repressão violenta, que faz, pela força, com que as pessoas guardem seus sentimentos e ações para si ao invés de compartilha-los com o mundo – assim como não podemos negar que certas formas dessa legislação ainda se fazem justificadas, uma vez que abrem o caminho pra opinião pública em assuntos que antes simplesmente não entravam em pauta.

E é aí que a minha incrível capacidade de ser otimista entra: nós estamos vivendo uma época de compartilhar. Da valorização da educação compartilhada com o diferente. E eu acredito muito na idéia da educação através do compartilhamento de experiências – em que você não precisa se forçar a deixar de pensar ou de sentir nada porque é “errado”; basta colocar-se em contato com o mundo com uma visão auto-crítica e fazer a matemática no final de cada dia.

Felizmente, eu vejo a nossa pirâmide etária e enxergo que os legisladores dos mandatos eleitos dentro de 12 a 18 anos serão justamente os garotos que hoje tem 12 a 18 e que estão reinventando a comunicação interpessoal, a criação colaborativa e as formas de relações humanas através da internet. São justamente eles os que estarão participando diretamente da vida política do país até lá. Dá até pra ser mais otimista (!) e dizer que esses moleques tão com 2 carros de vantagem por causa do tamanho da novidade que eles criaram e que ninguém vai conseguir imitar: é preciso nascer (ou se educar) assim.

ps: estou muito, muito feliz de ter conhecido os seus textos, da aline e da marjorie nesse último mês; vocês estão fazendo um nerd um tanto mais feliz com tanto raciocínio compartilhado! :)
ps2: juro que um dia aprendo a arte da concisão…

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