bases descentralizadas de conteúdos
Published on junho 6th, 2009 by admin. Filed under comunicação, política
Experiente que é em questões de imprensa e polêmicas em geral, a Petrobrás sabia que a notícia da CPI ia gerar muita informação, muita necessidade de resposta e muitos, muitos erros, principalmente em se tratando de uma questão que motiva tantos interesses políticos: governo e oposição querem ser donos do pré-sal e de Tupi e ambos estão de olho em 2010, o governo querendo a estatal como um dos seus estandartes de eficiência e a oposição querendo jeitos de dizer que não é bem assim.
Pois bem. A oposição montou a CPI, que o governo não conseguiu evitar, e começa a confusão. A Petrobrás, sabendo onde isso pode dar, criou um blog para responder às questões de jornalistas e colocar integralmente a sua opinião, escapando dos editores. Está em http://petrobrasfatosedados.wordpress.com .
Fatos que me chamaram a atenção:
1. Agilidade. A CPI ainda não foi instalada por complicações políticas entre Lula, Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Aloísio Mercadante e outros. Mas a Petrobrás já montou seu esquema de defesa.
2. Volume. O Blog foi lançado em 2 de junho e já tem 21 artigos publicados – uma ótima forma de criar presença e aumentar o seu ranking como fonte de informação. Não necessariamente continuará nesse ritmo, mas está criando presença e credibilidade em forma de volume de informações.
3. Clareza e assinatura. Na área “sobre o blog” e em todas as perguntas de jornalistas a respeito, informa-se que o veículo é conduzido pela equipe de comunicação da Petrobrás e que o objetivo é esclarecer fatos e publicar opiniões não-editadas pelos jornais. (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/politica-de-comentarios/ )
4. Abertura. Os comentários são abertos e moderados com um critério simples: “O critério para publicação é que não tenham conteúdo ofensivo ou desassociado do tema do site.”
5. Atenção ao leitor. Apesar de ser um blog criado com o objetivo de confrontar a imprensa, o leitor comum está sendo atendido, tanto em respostas de comentários (ex.:http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/politica-de-comentarios/#comment-274 ) como em posts específicos criados a partir da demanda (ex.:http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/05/esclarecimentos-sobre-o-preco-da-gasolina/ )
6. Respostas. As respostas publicadas no blog não necessariamente trazem todos os fatos ou questões apresentadas nas perguntas, o que dá margem a interpretações. No entanto, somente a estratégia de publicá-las já ganha amplo apoio do público, como se pode ver na grande maioria dos comentários.
7. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O fato de o blog ter sido publicado no Wordpress não é mais do que uma iniciativa de separar a discussão do ambiente institucional.
Criar uma base de conteúdos que não esteja diretamente ligada à Agência Petrobrás de Notícias (http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/ ) é uma forma de não entupir o noticiário institucional da empresa com informações de “peso” negativo. Ao utilizar uma plataforma acreditada, a empresa se vale da relevância do wordpress e desvia a discussão “pesada” para fora da sua página institucional, onde continua lançando assuntos diversos e de interesse dos leitores não necessariamente interessados na CPI. Já houve uma iniciativa semelhante, em 2008, com o Blog dos 40 anos em Minas, que era hospedado no domínio petrobras.com.br mas separado da área de notícias para não haver confusões (http://www.petrobras.com.br/blogminas/ ).
é um ótimo case para ficarmos de olho nos desenvolvimentos e aprendermos sobre a formulação de estratégias na web para os nosso clientes.















