do ser workaholic
Published on julho 16th, 2009 by admin. Filed under :o), notinhas
tá… eu sei que isso não funciona… nunca que eu tentei escrever pra esvaziar a cabeça eu consigo encher uma página… desse jeito não dá pra esvaziar nada… mas enfim… pelo menos hoje eu começo com esperança, e não com o sentimento de que não vai dar certo…
meu problema é que eu vou ser contratado… a partir de segunda-feira, 1 de março de 2005, eu terei, oficialmente, o meu primeiro emprego. Carteira assinada e tudo. O salário é ótimo… Os benefícios melhores ainda. Meu chefe gosta de mim, a empresa gosta do meu trabalho… muita gente gosta do meu trabalho. Ótimos motivos para se estar bem…
O problema é que… eu travo… se gostar demais de mim, eu travo. Nada que seja mais aterrorizante do que aquelas telas azuis do windows… aliás… acho que por mais que eu goste de macs, meu sistema operacional orgânico é windows mesmo – lindo, super funcional… mais cheio de bugs, paus, travadas, trojans, virus e telas azuis. Em geral, a sensação é que seria simples… simplesmente reiniciar a máquina e estaria tudo certo de novo… Mas humanos, até onde eu sei, não incluem botões reset. É uma pena… seria ótimo poder resetar a mãe, o pai, a namorada, o melhor amigo ou mesmo aquele seu amigo virtual que você até hoje só conhece através do Orkut e do MSN e que de vez em quando te pela o saco. Botões por botões, acho que os humanos só tem botões vermelhos… São lindos, e a gente morre de vontade de apertar, mas causam um estrago. Com grandes possibilidades tendentes ao o caos mundial…
Por exemplo. Enquanto eu escrevo esse texto, em uma sexta-feira, às 20h30, depois de matar a primeira aula porque não ia suportar ver a cara do professor, depois de uma semana infernal que comecei perdendo uma reunião na segunda-feira pela manhã e terminei tendo trabalhado mais horas do que um estagiário racional (existirão eles?) deveria, eu simplesmente encontro tempo e disposição pra dar um tempo na escrita e ir checar meu email do trabalho. Acho que não bastasse ter botões vermelhos, o ser humanos gosta mesmo é de aperta-los e ver o circo pegar fogo. Ainda bem que não havia nada de novo. Sabe-se lá o que aconteceria se houvesse. No mínimo eu iria passar o fim-de-semana, que já vai ser de muito trabalho, ainda preocupado com alguma nova reunião, alguma nova recomendação ou alguma nova ação da qual eu só deveria ficar sabendo na segunda-feira. Sim. Antes mesmo de meu arco-reflexo me levar à página virtual da empresa, eu já sabia que isso poderia acontecer. Um dia desses eu devia experimentar S&M… Vai que eu tomo gosto pelas roupas de couro… Pronto… um texto que começou para esvaziar a cabeça do escritor está agora se tornando uma bíblia que mistura práticas sexuais inusitadas, programas de computador, família e problemas pessoais devidos ao acúmulo de trabalho e de disposição para o trabalho.
Como é que alguém pode ser um workaholic? Trabalho não deveria ser aquele tempo interminável que a gente passa antes de poder fazer o que realmente gosta?
esse texto é um achado. datado de 25 de fevereiro de 2005, foi achado por uma expedição arqueológica nas minhas caixas de e-mail. me invocou um sorriso lateral…
















bruno
julho 16th, 2009 at 22:45
TUM. ‘Moraleida Begins’
Jenny
julho 16th, 2009 at 23:16
Sorriso lateral foi supimpa, adotarei.
Amo encontrar textos antigos, eles podem causar diversos sentimentos. Os meus textos da fase infancia me fazem rolar de rir, outros da adolescencia me dão uma puta vontade de voltar no tempo, me encontrar e dar dois socos na minha face, e assim vai.^^
E outros dão vontade de reutilizar e postar no blog, sei como você se sente.(:
Beijo.
Iana Coimbra
julho 17th, 2009 at 8:36
Eu já desesti há tempos de ser workholic.rs.