Published on julho 2nd, 2007 by admin. Filed under bichos mentais, música | Nenhum Comentário
Fica aquela sensação de que estamos vivendo em mono. Sons bi-dimensionais apenas, nenhuma sensação de movimento. Monoaural é um tipo de som imóvel, não passeia pelos ouvidos com a liberdade do estéreo. Não te faz balançar como se estivesse em um barco inebriado pela música que dança da esquerda para a direita, de cima para baixo.
Mas ainda assim é música, é audível e até dá pra se divertir. E macaco velho não bota a mão na vitrola; pelo menos não com o disco rodando.
É preciso às vezes reconhecer que é mais saudável e produtivo manter uma atitude mono e viver longe de polêmicas estéreo. Qualquer marujo sabe que essa capacidade faz parte do jogo de cintura necessário pra sobreviver no mar corporativo.
Este post foi composto ao som estéreamente inebriante dos metais e cordas dignas de um pirata em “Flamme and’co”, de Les Ogres de Barback e postado ao som tão inebriante quanto, mas de um pirata em versão “classic-chic”: Chet Baker em “You’d be so nice to come home to”.
Published on junho 20th, 2007 by admin. Filed under bichos mentais, música | 3 Comentários
Eu não sei por quê. Só sei que não gosto de música assim, estalando de nova.
Percebi isso já há algum tempo, alguns anos talvez, quando eu ficava tempos decepcionado com um CD novo que comprava e ouvia só os antigos até que um belo dia eu pegava de novo o disco que eu tinha comprado e praticamente nunca ouvido e me apaixonava… A princípio eu achei que fosse só cisma, agora parei pra pensar que pode ser maluquice mesmo…
Que eu me lembre agora, aconteceu isso com os seguintes artistas:
Aldebert: Adoro os 3 primeiros CDs dele (Plateau Télé, Sur place ou a emporter e L’année du singe) e detestei o novo “Les paradis disponibles”, que eu adquiri em 28/10/2006 e só agora comecei a gostar de ouvir…
Klee: Com eles aconteceu o contrário… Conheci primeiro o mais novo, “Die Stadt”, depois o ótimo “Jelängerjelieber” aí conheci o primeiro, “Unverwundbar”, que eu custei a engolir… agora simplesmente adoro…
Los Hermanos: Adorava os 3 primeiros (Los Hermanos, Bloco do Eu Sozinho e Ventura) e custei muito pra gostar do último “4″… Quando finalmente gostei, não conseguia parar de ouvir…
No te va gustar: Mesma história. Adorei os primeiros “Solo de noche”, “Este fuerte viento que sopla” e “Aunque cueste ver el sol” e simplesmente não consigo ouvir o novo “Todo es tan inflamable”. Apesar de que agora já ouço bem as faixas ‘Tirano’ e ‘No lo ves’. Já vi tudo… daqui a um mês só vou ouvir esse disco… kkkkk
E aconteceu a mesma coisa com Matanza, Ludov, Wir Sind Helden, etc, etc, etc, a lista que vai que vai…