efemeridade

Falei aqui semana passada sobre a coluna aí da direita e as minhas recomendações. Hoje, domingão, resolvi ler mais algumas coisas e acabei caindo, veja você, na minha antiga barra de favoritos, onde eu costumava guardar a lista de blogs que acompanhava em um passado distante.

Revisitar aqueles endereços me deu uma sensação interessante. Havia talvez pouco mais de um ano que eu tinha trocado o Firefox pelo Chrome como browser oficial – troca que desfiz há 2 semanas. Mas há também bons 4 anos (acabei de recuperar meu e-mail de validação – 25 de julho de 2005 – meu deus!*), que eu uso o Bloglines regularmente.

Mas interessante mesmo foi ver quantos daqueles endereços ainda estão ativos, me perguntar por que eles não haviam sido adicionados ao meu leitor regular – qual foi a minha mudança de percepção da importância daqueles blogs quando passei a usar um reader? Fiquei triste com as notícias (em alguns casos, anos atrasadas – viva o armazenamento ilimitado…) de que outros haviam fechado, mas isso é da natureza de escrever, não da internet. Escritores de livros também param de escrever quando perdem seus motivos e deixam obras incompletas que às vezes valem milhões – o que a internet fez foi levar essa possibilidade para os “comuns”, que nunca se aventurariam a escrever um livro, mas que escrevem páginas e páginas online que renderiam bons tomos.

* comentando sobre isso com o Bruno no msn, acabei me lembrando de coisas mais antigas ainda. Em pensar que meu primeiro PC tinha tela de 14″ polegadas com impressionantes 16 tons de cinza e um PC 386 DX2 de 33mhz que tinha um botão turbo pra aumentar pra 66mhz e um negócio estranho chamado Placa de Fax/Modem USRobotics 9600kbps que não servia pra nada. Naquela época não tinha esse negócio de vídeo/audio/modem on-board, todo mundo tinha caixas de floppys de 5 e 1/4″ (depois de 3 e 1/2″). E isso foi antes de o meu pai comprar o nosso primeiro Kit Multimídia (um nome chique pra uma placa interna com caixinhas de som e drive leitor de cd). Lá se vão 16 anos, e esse assunto vai render um próximo post aqui, #fato!

Disciplina

taí uma coisa que eu tenho que aprender a duras penas. Como é que eu vou aprender a falar esse tanto de línguas aí embaixo se eu não consigo me organizar pra fazer uma coisa de cada vez? E agora?

Agora eu ponho o rabo entre as pernas e reconheço que é preciso mais do que sonhar e planejar para tirar os meus desejos (e as minhas obrigações) do papel…

Welcome to the real world. It sucks. You’re gonna love it! (Monica Geller)

Compulsão

Pra alguns é a roupa da moda, pra outros o celular, vídeo-game, computador, carro, avião e por aí vai… Outros preferem trocar de namorado, caso, affair, música, cabelereiro, sapatos, escola, emprego, refrigerante ou óculos. O importante é sempre a compulsão, sem a qual a gente simplesmente não consegue viver.

Eu coleciono várias e uma delas é pelos idiomas… É demais querer falar bem várias línguas numa vida só? Minha listinha é essa aí embaixo, que eu espero ter consolidado até os 70 anos.

Alemão (Deutsche)
Árabe moderno (اللغة العربية)
Espanhol (Español)
Francês (Français)
Inglês (English)
Hebraico (עִבְרִית)
Húngaro (Magyar)
Japonês (日本語)
Mandarim (北方话/北方話)
Russo (русский язык)
Grego (ελληνική γλώσσα)
Latim (Latin)
uma língua de origem africana (tem mais de 2.000) e uma de origem nórdica… aceito sugestões

A essa altura vc deve estar se perguntando: pqp, por quê?

Não tenho resposta pra te dar, só sei que é uma coisa que me impulsiona, e cada novo idioma faz dobrar de tamanho o meu mundo, que já não é pequeno… Cada nova língua me dá mais vontade de sair correndo por aí, visitando, conhecendo, participando e vivendo tudo o que esse mundo pode me dar além de trabalho… Quem sabe até junto com o trabalho?

Se você me achar esquisito, lembre-se sempre: eu podia estar matando, roubando, cheirando cola, etc, etc, etc… em vez disso eu preferi ser nerd… fazer o q?

ps.: quem sabe daqui a um tempo esse blogue não passa a ser bi, tri ou quadrilíngüe? Quem sabe eu não ache quem me leia em outros idiomas?

Copyright © 2010 o homem, omito…

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