Animação no mundo real

Faz muito, muito, mas muito tempo que eu não me impressiono tanto com algum vídeo. Estou literalmente boquiaberto.

COMBO a collaborative animation by Blu and David Ellis (2 times loop) from blu on Vimeo.

Recomendações de leitura

A coluna da direita desse blog é gerada automaticamente. Ela contém todos os sites que eu leio regularmente através do Bloglines, um serviço precursor do Google Reader e tão bom que eu tentei migrar mas não consegui. A cada semana, a coluna cresce algumas linhas por conta de novas fontes de informação interessantes que eu vou coletado nas minhas navegações.

Essa semana adicionei um novo serviço aqui, que são meus achados do StumbleUpon, um serviço bacana de coleta de informações específicas. Tipo uma caixa onde você joga tudo de bom que vê na internet, pra outras pessoas “tropeçarem” nelas.

Então, queridos leitores, quando este escrevedor ranzinza não tiver assunto aqui, dê uma navegada nas barras laterais, lá com certeza vai ter!

pequenos detalhes…

Depois do post melancólico de ontem, nada como dar uma aliviada no ar daqui.

Troquei a imagem do topo, que tava deixando o layout muito escuro. Agora tem um sorrisão… :)

E pra não deixar um post de duas linhas, abaixo tem uma nova produção. Um material que eu preparei pra falar como convidado na G30 Comunicação e Marketing ontem sobre metodologias de Gestão de Projetos em Comunicação:

Lá no Slideshare tem mais 3 outros documentos que preparei pra palestras por aí. Se interessar, clica no meu nominho aqui em cima e divirta-se!

ode à rabugice

Escrevo pela metade,

textos enormes, que nunca vão ser publicados,

porque são feitos pra ficar pela metade.

Estou virando um velho ranzinza.

::

E escrevo centenas de microtextos,

que juntos são várias páginas de opiniões

e reclamações exaltadas.

Estou mesmo virando um velho ranheta.

mudanças!

mudanças por toda a parte aqui… estou feliz com isso.

saíram do papel algumas idéias legais tipo colocar meu CV e mudar as cores do site, que eram mais ou menos as mesmas desde 2006… outras ainda virão… logo logo, infos completas sobre o meu novo empreendimento, a melhor idéia de todos os tempos da última semana.

e vamos continuando. Prometo (não digo que juro) não deixar acumular dois posts de “tweets da semana”. eu mesmo já não os aguento mais…

essa mudança foi motivada por muitas coisas… períodos de turbulências estão aí, e as nuvens não parecem que vão se dissipar tão cedo. Mas já dizia o poeta: ‘o mar não tem cabelos, que a gente possa agarrar’.

do ser workaholic

tá… eu sei que isso não funciona… nunca que eu tentei escrever pra esvaziar a cabeça eu consigo encher uma página… desse jeito não dá pra esvaziar nada… mas enfim… pelo menos hoje eu começo com esperança, e não com o sentimento de que não vai dar certo…

meu problema é que eu vou ser contratado… a partir de segunda-feira, 1 de março de 2005, eu terei, oficialmente, o meu primeiro emprego. Carteira assinada e tudo. O salário é ótimo… Os benefícios melhores ainda. Meu chefe gosta de mim, a empresa gosta do meu trabalho… muita gente gosta do meu trabalho. Ótimos motivos para se estar bem…

O problema é que… eu travo… se gostar demais de mim, eu travo. Nada que seja mais aterrorizante do que aquelas telas azuis do windows… aliás… acho que por mais que eu goste de macs, meu sistema operacional orgânico é windows mesmo – lindo, super funcional… mais cheio de bugs, paus, travadas, trojans, virus e telas azuis. Em geral, a sensação é que seria simples… simplesmente reiniciar a máquina e estaria tudo certo de novo… Mas humanos, até onde eu sei, não incluem botões reset. É uma pena… seria ótimo poder resetar a mãe, o pai, a namorada, o melhor amigo ou mesmo aquele seu amigo virtual que você até hoje só conhece através do Orkut e do MSN e que de vez em quando te pela o saco. Botões por botões, acho que os humanos só tem botões vermelhos… São lindos, e a gente morre de vontade de apertar, mas causam um estrago. Com grandes possibilidades tendentes ao o caos mundial…

Por exemplo. Enquanto eu escrevo esse texto, em uma sexta-feira, às 20h30, depois de matar a primeira aula porque não ia suportar ver a cara do professor, depois de uma semana infernal que comecei perdendo uma reunião na segunda-feira pela manhã e terminei tendo trabalhado mais horas do que um estagiário racional (existirão eles?) deveria, eu simplesmente encontro tempo e disposição pra dar um tempo na escrita e ir checar meu email do trabalho. Acho que não bastasse ter botões vermelhos, o ser humanos gosta mesmo é de aperta-los e ver o circo pegar fogo. Ainda bem que não havia nada de novo. Sabe-se lá o que aconteceria se houvesse. No mínimo eu iria passar o fim-de-semana, que já vai ser de muito trabalho, ainda preocupado com alguma nova reunião, alguma nova recomendação ou alguma nova ação da qual eu só deveria ficar sabendo na segunda-feira. Sim. Antes mesmo de meu arco-reflexo me levar à página virtual da empresa, eu já sabia que isso poderia acontecer. Um dia desses eu devia experimentar S&M… Vai que eu tomo gosto pelas roupas de couro… Pronto… um texto que começou para esvaziar a cabeça do escritor está agora se tornando uma bíblia que mistura práticas sexuais inusitadas, programas de computador, família e problemas pessoais devidos ao acúmulo de trabalho e de disposição para o trabalho.

Como é que alguém pode ser um workaholic? Trabalho não deveria ser aquele tempo interminável que a gente passa antes de poder fazer o que realmente gosta?

esse texto é um achado. datado de 25 de fevereiro de 2005, foi achado por uma expedição arqueológica nas minhas caixas de e-mail. me invocou um sorriso lateral… :)

ver, usar e viver a cidade

Já dei algumas entrevistas a revistas (Ragga, pág 34), jornais (Estadão, pág L2, Pampulha e Portal Uai) e até na televisão sobre a minha participação no Couchsurfing.org, mas acho que nunca falei sobre ele aqui, talvez porque boa parte das pessoas que me lêem conhece a relação que criei com as pessoas que conheci e as experiências que tive a partir do dia que resolvi participar dessa mudança do mundo, um sofá de cada vez. Enfim, basta saber que eu trabalho de graça pra eles e dar uma lida no meu perfil lá pra entender que tipo de envolvimento eu tenho com a coisa.

Mas hoje eu me deparei com um vídeo (do Arrudas, abaixo) que me lembrou de uma das coisas fundamentais que eu aprendi depois que passei a me encontrar com viajantes de passagem por BH. A forma como vemos, usamos e vivemos a nossa cidade influencia radicalmente a visão que temos dela, na nossa satisfação em fazer parte desse ecossistema.

Vivemos em um tempo de cidades fechadas; de casas com grades e muros, de carros com janelas fechadas e escuras, de cidadãos de óculos escuros cada vez maiores, de praças onde é proibido sentar-se na grama e parques onde é proibido andar de bicicleta. Nas grandes cidades, chegamos a uma situação em que o contato é considerado algo ruim; o contato com a rua, com o ar, com o desconhecido é algo que aprendemos que deve ser evitado. Andar a pé é considerado perigoso. À noite, proibitivo. Desaprendemos a ver a cidade, a usar o espaço e a viver sem proteções desnecessárias.

Como que automaticamente, passamos a considerar que a rua é o espaço dos carros, e não dos pedestres e ciclistas. As faixas de pedestres viram se tornam meras “concessões” da cidade à grande maioria que anda à pé. É inegável. De dentro dos carros, dos apartamentos e das mentes fechadas, todas as cidades têm encantos, exceto a que se vive.

Somos instigados a negar ou a não aprender que as praças da cidade são lugares de convivência, não só na inauguração das luzes de natal. Ao mesmo tempo, somos incentivados a não enxergar que os rios e a lagoa, mesmo canalizados ou artificiais, ainda são água corrente, igual às que a gente vê fora daqui. Tudo que nos lembramos é que a cidade é suja, e o contato com a sujeira é ruim. Esquecemos que por baixo da sujeira e da fuligem dos motores, existem paredes e pisos com cores, com história e, por que não, com arte?

Onde foi que aprendemos tudo isso eu não sei. Sei que foi com os “forasteiros” aqui que aprendi a ver, viver e usar a minha cidade, do jeito que ela é mesmo: minha, real. Com o contato físico do pé no chão e com o contato humano da rua. Acho que sou mais feliz assim. Obrigado!

Já notaram que a praça do papa tem formato de sorvete de creme com calda de morango? :o )

Praça do Papa

laerte

Laerte, um grande conhecedor da alma humana

keep moonwalking

Na semana em que o mundo está de olho em tudo que tem o nome de Michael Jackson, a rádio Studio Brussel, da Bélgica, deu um olé nas agências de web do mundo inteiro com uma idéia que não pode ser descrita senão como genial, o Eternal Moonwalk: www.eternalmoonwalk.com

O que eles fizeram não é nada simples – mas pode ser descrito numa lista rápida de ítens que eles, intuitivamente ou não, mas muito competentemente seguiram:

Pra que as pessoas se interessem:

  • Crie ou aproprie-se de um fato realmente relevante para o usuário;
  • Tenha uma boa idéia (sim, depois do fato);
  • Crie um nome fácil. auto-explicativo e internacional;
  • Faça uma execução simples e bem-acabada, sem arestas e sem restrições de browsers;
Pra que as pessoas usem:
  • Ofereça controles ridículamente simples e intuitivos. O mesmo número de botões de um liquidificador;
  • Dê ao usuário uma chance não só de participar, mas de criar junto. Ele está lá por causa de MJ não por sua causa;
  • Ensine-o os passos básicos em meia-dúzia de palavras e em no máximo 30 segundos. E não espere que ele os siga;
  • Deixe que o usuário se aproprie da sua criação, colocando o nome e a identificação que ele quiser;
  • Dê a ele todas as formas possíveis e imagináveis de mostrar a sua criação pros outros. Você quer se auto-promover, ele também;
Pra que a ação continue:
  • Não seja ganacioso: colete apenas os dados básicos. Seus usuários te darão mais dados se quiserem;
  • Crie as regras fundamentais de participação. Três são suficientes;
  • Tome os cuidados legais para se proteger. A internet é um mar de espertinhos;
  • Agradeça seus patrocinadores. Manter um serviço na web pode ser muito caro. Você depende deles;
Pra que a ação se espalhe:
  • Dê ao seu usuário um motivo real para usar e indicar a sua ação. Pergunte às pessoas normais o que elas acham daquilo – se você precisar explicar, volte ao princípio da lista;
  • Use seu poder de broadcast. Não dependa do boca-a-boca. Se você pode, bote a boca no mundo;
  • Coloque seu nome de forma visível, mas nao mate a marca. Sua ação é mais importante que você. E seus potenciais clientes vão entender e valorizar isso;

Outra ação sensacional que ilustra um seguimento à risca dessa listinha, mas em prol de um objetivo comercial: www.milcasmurros.com.br

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